Supranumerários

No instagram tenho postado muitas imagens de elementos supranumerários, é uma das imagens mais recorrentes e na maioria das vezes são achados radiográficos, pois não irrompem, sendo assim são encontrados em exames de rotina.

Não é atoa que adoro encontra-los, meu tema de monografia foi justamente esse 🙂

O que são dentes supranumerários?

São os dentes que se desenvolvem além do número normal (32 dentes).

supra

Podem ocorrer nas duas dentições: decídua e permanente.

Na dentição permanente são mais frequentes e mais comuns em homens.

A causa em sua grande maioria é genética (pode começar a olhar a boca da família rs)

Quais são as regiões mais afetadas? Região de incisivos superiores (mesiodens), na região de molares (paramolares) e também na região de terceiros molares (distodentes e/ou distomolares).  Podem aparecer isolados ou múltiplos. Por não irromperem, quando erupcionam costumam estar posicionados fora do arco por falta de espaço. 😉

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A partir de hoje vou postar toda semana alguma imagem radiográfica, algumas já foram para o meu instagram (se você ainda não me segue: @dra.radiologista) e outras serão inéditas, vamos para a primeira?

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Essa foi do meu último post no instagram, paciente passou por uma mandibulectomia parcial para remoção de um tumor. Interessante não?! Uma das minhas preferidas 🙂

Técnicas Intra-Orais

Nesse tópico temos o exame radiográfico mais realizado por nós cirurgiões dentistas, a radiografia periapical, mas os exames intra-orais não compreendem só as periapicais, mas sim três tipos e hoje falaremos sobre eles. São:

  • Periapicais;
  • Interproximais (bite-wings);
  • Oclusais;

As radiografias periapicais devem mostrar todo o dente e as estruturas adjacentes. Por isso quando revelamos e o ápice do dente não aparece: NÃO VALE!

As radiografias interproximais mostram apenas as coroas dentais e a crista alveolar adjacente.

As radiografias oclusais mostram uma área dos dentes e do osso alveolar maiores do que nas radiografias periapicais. Podemos ver toda a mandíbula ou toda a maxila por exemplo.

Quando sensores digitais intra-orais são utilizados, os princípios radiográficos são os mesmos daqueles utilizados com o filme radiográfico tradicional.

O exame radiográfico intra-oral completo consiste em radiografias periapicais somadas a radiografias interproximais. Quando a técnica é bem realizada, e o filme processado da maneira correta, ela fornece o diagnóstico complementar ao exame clínico. Assim como em qualquer procedimento clínico, o profissional deve interpretar as radiografias quando realizadas por ele em seu próprio consultório, quando realizadas em centro radiológico e vierem acompanhadas de laudo, devemos sempre fazer a nossa avaliação e soma-la com a avaliação do radiologista. As radiografias devem ser realizadas quando existir necessidade para o diagnóstico. A frequência desses exames varia de acordo com a necessidade individual de cada paciente, ou seja, se o paciente apresenta uma condição que precisa ser avaliada radiograficamente a cada 6 meses, assim o dentista deve proceder.

 

Periapical:

Periapical

Interproximal:

interproximal

Oclusal:

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Fonte Periapical e Interproximal: Radiologia Oral White e Pharoah

Fonte Oclusal: Acervo pessoal 🙂

Radiografia Panorâmica

Existem várias técnica radiográficas que podemos executar em nossos pacientes, uma das mais conhecidas é a panorâmica, ela nos permite uma ampla visualização dos dentes e ossos faciais.

Dentre as vantagens da técnica temos uma baixa dose de radiação, é um exame relativamente rápido de ser realizado, pode ser realizado em praticamente todos os pacientes e com a disseminação da técnica, passou a ter um preço bom e quase todos os convênios cobrem, ou seja, o paciente não precisa pagar pelo exame.

Apesar de ser um exame com muitas vantagens, temos desvantagens também, como por exemplo a falta de detalhes das estruturas anatômicas, quando precisamos avaliar pequenas lesões cariosas, sempre melhor recorrer a velha e boa periapical, outra coisa que depõe contra a panorâmica é a sobreposição de estruturas como a coluna cervical.

Ainda sim, é um exame muito válido na prática clínica.

Abaixo uma imagem das estruturas vistas na técnica:

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Fonte: Raios Xis